A criação da Educação à Distância-EAD, possibilitou ao aluno buscar conhecimento de maneira autônoma e mais independente. Após o boom da internet, que abriu um leque de possibilidades onde é possível pesquisar, questionar, interagir, o profissional de educação deve procurar não se prender a pedagogia da transmissão, ele deve ser inovador e buscar um meio de ser mais ativo na orientação, dando suporte aos alunos ao direcionar o ensino e a pesquisa de estudo, para não perder o foco da pesquisa sobre as atividades que darão aos alunos o domínio das habilidades de sua carreira profissional. A cibercultura proporciona a sociabilidade e a transição do conhecimento, o aluno e o professor não devem ficar passivos diante do processo ensino aprendizagem.
Os meios de comunicação de massa têm um poder de muito grande sobre a população, pois exercem grande influencia na formação da opinião pública. O poder está nas mãos de quem controla a informação. E a informação repassada a população está na mídia, principalmente televisiva, responsável pela propagação dos acontecimentos no mundo e responsável pela transformação dos acontecimentos em notícias. Notícias das quais nem sempre repassadas de acordo com a veracidade dos fatos, causando um certo desconforto social quando fatos de grande comoção nacional estão em evidência. A TV é o meio mais poderoso eu mais influente. A grande massa recebe as informações sem questionar ou duvidar do que veem e do que ouvem, absorvem essas informações como verdade absoluta. As imagens e os textos são transmitidos tão rapidamente que não há chance de refutar. Ao contrário de outros meios, a TV não exige quase nada do telespectador, apenas que ele se acomode a frente do aparelho e apenas olhe as imagens programadas que incentive o telespectador a consumir os produtos vinculados as propagandas que mostram produtos fantásticos e mirabolantes que prometem mudar a vida do consumidor.
O rádio como meio de comunicação de massa, deixa por conta do ouvinte o retrato da notícia, a ausência de imagem faz com que o ouvinte crie em sua mente as cenas dos acontecimentos descritos pelo locutor, cenas que nunca serão contadas da mesma forma, já que vai depender da imaginação de cada um, mas nem por isso deixa de ser um influente meio de comunicação de massa.
O Rádio e a TV são meios que permitem que a comunicação seja levada à grande massa sem domínio da leitura e da escrita, ao contrário do Jornal impresso, que necessita que o leitor possua essas habilidades para ter a informação ali documentadas diariamente
A Internet como mais novo e mais eficaz meio de comunicação de massa, proporciona possibilidades de viajar o mundo num clik, e numa velocidade que nunca se pode imaginar. Através do computador o usuário da internet tem a facilidade de interagir, comentar, pesquisar e mudar de assunto ao outro com muita rapidez, a qualquer hora do dia ou da noite e em qualquer parte do planeta no idioma que desejar. As redes sociais e as salas de bate papo possibilitam a conversa e comentários entre pessoas do mundo todo.
Os
cursos de formação de professores estão ainda engatinhando na questão de
preparação do professor para lidar com as tecnologias. Infelizmente a maioria
dos docentes utilizam de forma errada os meios de comunicação dentro da sala de
aula, por que estar on-line não significa estar incluído na cibercultura.
Internet na escola não é garantia da inserção crítica das novas gerações e dos
professores na cibercultura. Para Lévy, cibercultura é o principal canal de
comunicação e suporte de memória da humanidade; é o novo espaço de comunicação,
de sociabilidade, de organização e transação da informação e do conhecimento.
O
professor convida o aprendiz a um site, mas a aula continua sendo uma palestra
para a absorção linear, passiva e individual, enquanto o professor permanece
como o responsável pela produção e pela transmissão dos conhecimentos que ele
acha necessário, interessante, seguro, enfim, próprio para o seu aluno
aprender. Para Lévy, “cibercultura é o
principal canal de comunicação e suporte de memória da
humanidade a partir do início do século 21; é o novo espaço de comunicação, de
sociabilidade, de organização e transação da informação e do conhecimento”.
Morin
esclarece melhor essa posição quando diz: “Hoje
é preciso inventar um novo modelo de educação, já que estamos numa época que
favorece a oportunidade de disseminar um outro modo de pensamento”.
Professor e
aprendizes experimentam a exploração navegando na Internet, mas o ambiente de
aprendizagem não estimula fazer do hipertexto e da interatividade próprios da
mídia on-line uma valiosa atitude de inclusão cidadã na cibercultura.
Assim, mesmo com a
Internet na escola, a educação pode continuar a ser o que ela sempre foi:
distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição. Cabe ao
professor, com seus aprendizes, reinventar a velha sala de aula presencial, a
partir da dinâmica que envolvem interatividade das relações on-line. Ao agir
assim, estimula que cada participante faça o mesmo, criando a possibilidade de
enriquecer aquele trabalho pedagógico. Em lugar de guardião da aprendizagem
transmitida, o professor propõe a construção do conhecimento disponibilizando
um campo de possibilidades, de caminhos que se abrem quando elementos são
acionados pelos aprendizes. Ele garante a possibilidade de significações livres
e plurais, e, sem perder de vista a coerência com sua opção crítica embutida na
proposição, coloca-se aberto as ampliações, as modificações vindas da parte dos
aprendizes. Assim, ele educa na cibercultura. Assim, ele constrói cidadania em
nosso ambiente escolar.
Postado por Lucia Helena Referências Bibliográficas http://www.senac.br/BTS/293/boltec293c.htm pt.wikipedia.org/wiki/Cibercultura pt.scribd.com/doc/11036046/Cibercultura-Pierre-Levy
A história da educação a distância no Brasil esteve sempre ligada a formação profissional, capacitando pessoas ao exercício de certas atividades ou ao domínio de determinadas habilidades, sempre motivadas por questões de mercado. Desde a sua criação, a Educação a Distância (EAD) foram criados diversos programas a fim de democratizar uma educação de qualidade, atendendo principalmente indivíduos distantes dos grandes centros.
Sua principal característica é o rompimento com a concepção da “presencialidade” no processo de ensino-aprendizagem. Nesse caso o foco não está mais centrado na figura do professor detentor absoluto do conhecimento e nem no pressuposto de que a aprendizagem só acontece a partir da presença do professor com seu aluno. Sua concepção se fundamenta agora no aluno e nas diversas formas do mesmo buscar conhecimento e de aprender de maneira autônoma e independente.
(O Instituto Universal Brasileiro é um dos pioneiros no ensino à distância no Brasil)
A EAD se desenvolveu junto com os meios de comunicação (correspondência, rádio, televisão, computador), mas ainda assim prevalecia a pedagogia de transmissão unilateral onde era entregue aos alunos “pacotes de conhecimentos inquestionáveis” para serem estudados.
E isso marcou o processo histórico da Educação a Distância atravessando períodos de preconceitos já que nessa modalidade o centro da aprendizagem estava no aluno acarretando assim o estigma de uma educação de baixa qualidade e ineficiente na formação do individuo.
Atualmente novos desafios são vivenciados na EAD principalmente no que diz respeito ao impacto nas novas tecnologias.
Com o impacto de tais tecnologias a figura do professor sofreu um redimensionamento por que devido ao constante acesso as informações disponíveis nas redes virtuais seu papel deixou de ser o de detentor do monopólio do saber e tornou-se co-autor do processo de construção do conhecimento junto aos seus alunos.
Segundo Kenski (2003: p.112), a criação de ambientes virtuais tecnologicamente apropriados para a realização de atividades educacionais precisa ser complementada com ações que tirem as pessoas do isolamento e as encaminhem para atividades em grupo, em que possam atuar de forma colaborativa. Com a colaboração de cada um para a realização de atividades de aprendizagem, formam-se laços e identidades sociais. Assim, criam-se grupos que, além dos conteúdos específicos, aprendem regras e formas de convivência e sociabilidade que persistem no plano virtual e fora dele.
Esse vídeo é bastante interessante pois nos faz refletir sobre a utilização das tecnologias que apesar de estar presente em algumas escolas ainda assim continua sendo empregada com a pedagogia de transmissão,isto é, não basta apenas colocar a tecnologia na sala de aula a questão é como utilizar esta tecnologia.
“A educação é um
ato de amor, por isso, um ato de coragem. Não pode temer o debate. A análise da
realidade. Não pode fugir à discussão criadora sob pena de ser uma farsa”
(FREIRE, 1980, p. 104).
Hoje em dia
desempenha o papel de mediador de conhecimento diante do aluno, não podemos
simplesmente direcionar uma discussão de acordo com um único ponto vista, ou
seja, definir todas as regras de uma discussão de acordo com perguntas prontas
e respostas manipuladas.
A Educação que
não permite um processo de discussão mais amplo, que não favorece ao educando e
educador uma socialização de saberes, não é Educação. É reprodução de um ensino
que nega oportunidades de descobertas.
A escola é um espaço de reforma, de expressão dos anseios e das necessidades
dos docentes, dos alunos e da sociedade, pois é uma instituição estabelecida
para fins de socialização e transmissão da cultura. Mas ela é, também, espaço
de disputa e de poder. Ameaças a essa situação desencadeiam reações as mais
diferentes.
É preciso enfatizar que a Educação é, a um só tempo, produtora e produto de cultura. A Educação,
para Paulo Freire, é, acima de tudo, ação problematizadora, ou seja, está
intimamente ligada ao contexto social em que vivem o professor e o aluno e onde
o ato de conhecer não está separado daquilo que se conhece. O conhecimento está
sempre dirigido para alguma coisa.
Nesse sentido, o
professor precisa ser inovador e não simplesmente reprodutor. Deve-se criar
novas oportunidades de aprendizagem
ensinando os alunos a pensar, por si próprio, criticar livremente e
demonstrar de forma autônoma suas possibilidades sob o prisma da atividade
intelectual. É buscar no outro o Eu que está dentro de cada um, é perceber que
não estamos sozinhos, que não fazemos nada sozinhos, que quem ensina aprende e
quem aprende ensina.
Fonte: GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho:
Ensinar-e-aprender com sentido. São Paulo: Livraria e Instituto Paulo Freire,
2008. Postado Por Lucia Helena
A educação do
cidadão não pode ser unidirecional é preciso haver uma troca positiva entre o
professor e o aluno. Estamos vivendo numa era onde aquele que aprende ao mesmo
tempo transmite o seu conhecimento para o outro. Esse novo modelo educacional,
cuja característica geral não está mais na centralidade da pedagogia de
transmissão. E sim na troca de conhecimentos.
Hoje em dia o acesso ao computador e a Internet definem essa nova
ambiência informacional que dão suporte para obter informações numa fração de
segundos. A educação a distância ganha
adesão nesse contexto e tem aí a perspectiva da flexibilidade e da
interatividade próprias dessa modalidade de ensino.
Na perspectiva
da interatividade, o professor pode deixar de ser um transmissor de saberes para
converter-se em formulador de problemas, provocador de interrogações,
coordenador de equipes de trabalho, sistematizador de experiências e memória
viva de uma educação que, em lugar de prender-se à transmissão, valoriza e
possibilita o diálogo e a colaboração. As
escolas que incentivam esse tipo de educação podem modificar o modelo da
transmissão abrindo espaço para o exercício da participação genuína, e não
apenas mecânica.
Somos alunas do 8º período
do curso de Pedagogia do Cederj/Itaguaí.
Lucia Helena atua
como Professora na SME-RJ.
Sidilieia atua como Professora
da educação Infantil na SME-RJ
Nivia Graciele atua
como professora de Física na SEEDUC-RJ.
Construímos esse blog
visando atender a proposta de atividade
da AD1 da disciplina de EAD que consiste numa produção sobre como o
paradigma unidirecional presente nos meios de massa (impressos, rádio e TV)
encontra-se também presente na EAD tradicional.