sábado, 17 de agosto de 2013

CIBERCULTURA

Os cursos de formação de professores estão ainda engatinhando na questão de preparação do professor para lidar com as tecnologias. Infelizmente a maioria dos docentes utilizam de forma errada os meios de comunicação dentro da sala de aula, por que estar on-line não significa estar incluído na cibercultura. Internet na escola não é garantia da inserção crítica das novas gerações e dos professores na cibercultura. Para Lévy, cibercultura é o principal canal de comunicação e suporte de memória da humanidade; é o novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e transação da informação e do conhecimento.

O professor convida o aprendiz a um site, mas a aula continua sendo uma palestra para a absorção linear, passiva e individual, enquanto o professor permanece como o responsável pela produção e pela transmissão dos conhecimentos que ele acha necessário, interessante, seguro, enfim, próprio para o seu aluno aprender. Para Lévy, “cibercultura é o principal canal de comunicação e suporte de memória da humanidade a partir do início do século 21; é o novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e transação da informação e do conhecimento”.

Morin esclarece melhor essa posição quando diz: “Hoje é preciso inventar um novo modelo de educação, já que estamos numa época que favorece a oportunidade de disseminar um outro modo de pensamento”.

Professor e aprendizes experimentam a exploração navegando na Internet, mas o ambiente de aprendizagem não estimula fazer do hipertexto e da interatividade próprios da mídia on-line uma valiosa atitude de inclusão cidadã na cibercultura.

Assim, mesmo com a Internet na escola, a educação pode continuar a ser o que ela sempre foi: distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição. Cabe ao professor, com seus aprendizes, reinventar a velha sala de aula presencial, a partir da dinâmica que envolvem interatividade das relações on-line. Ao agir assim, estimula que cada participante faça o mesmo, criando a possibilidade de enriquecer aquele trabalho pedagógico. Em lugar de guardião da aprendizagem transmitida, o professor propõe a construção do conhecimento disponibilizando um campo de possibilidades, de caminhos que se abrem quando elementos são acionados pelos aprendizes. Ele garante a possibilidade de significações livres e plurais, e, sem perder de vista a coerência com sua opção crítica embutida na proposição, coloca-se aberto as ampliações, as modificações vindas da parte dos aprendizes. Assim, ele educa na cibercultura. Assim, ele constrói cidadania em nosso ambiente escolar.



Postado por Lucia Helena

Referências Bibliográficas
http://www.senac.br/BTS/293/boltec293c.htm

pt.wikipedia.org/wiki/Cibercultura

pt.scribd.com/doc/11036046/Cibercultura-Pierre-Levy

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