Os
cursos de formação de professores estão ainda engatinhando na questão de
preparação do professor para lidar com as tecnologias. Infelizmente a maioria
dos docentes utilizam de forma errada os meios de comunicação dentro da sala de
aula, por que estar on-line não significa estar incluído na cibercultura.
Internet na escola não é garantia da inserção crítica das novas gerações e dos
professores na cibercultura. Para Lévy, cibercultura é o principal canal de
comunicação e suporte de memória da humanidade; é o novo espaço de comunicação,
de sociabilidade, de organização e transação da informação e do conhecimento.
O
professor convida o aprendiz a um site, mas a aula continua sendo uma palestra
para a absorção linear, passiva e individual, enquanto o professor permanece
como o responsável pela produção e pela transmissão dos conhecimentos que ele
acha necessário, interessante, seguro, enfim, próprio para o seu aluno
aprender. Para Lévy, “cibercultura é o
principal canal de comunicação e suporte de memória da
humanidade a partir do início do século 21; é o novo espaço de comunicação, de
sociabilidade, de organização e transação da informação e do conhecimento”.
Morin
esclarece melhor essa posição quando diz: “Hoje
é preciso inventar um novo modelo de educação, já que estamos numa época que
favorece a oportunidade de disseminar um outro modo de pensamento”.
Professor e
aprendizes experimentam a exploração navegando na Internet, mas o ambiente de
aprendizagem não estimula fazer do hipertexto e da interatividade próprios da
mídia on-line uma valiosa atitude de inclusão cidadã na cibercultura.
Assim, mesmo com a
Internet na escola, a educação pode continuar a ser o que ela sempre foi:
distribuição de conteúdos empacotados para assimilação e repetição. Cabe ao
professor, com seus aprendizes, reinventar a velha sala de aula presencial, a
partir da dinâmica que envolvem interatividade das relações on-line. Ao agir
assim, estimula que cada participante faça o mesmo, criando a possibilidade de
enriquecer aquele trabalho pedagógico. Em lugar de guardião da aprendizagem
transmitida, o professor propõe a construção do conhecimento disponibilizando
um campo de possibilidades, de caminhos que se abrem quando elementos são
acionados pelos aprendizes. Ele garante a possibilidade de significações livres
e plurais, e, sem perder de vista a coerência com sua opção crítica embutida na
proposição, coloca-se aberto as ampliações, as modificações vindas da parte dos
aprendizes. Assim, ele educa na cibercultura. Assim, ele constrói cidadania em
nosso ambiente escolar.
Postado por Lucia Helena
Referências Bibliográficas
http://www.senac.br/BTS/293/boltec293c.htm
pt.wikipedia.org/wiki/Cibercultura
pt.scribd.com/doc/11036046/Cibercultura-Pierre-Levy
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