quinta-feira, 15 de agosto de 2013

O Paradigma da Pedagogia de Transmissão e a EAD

             A história da educação a distância no Brasil esteve sempre ligada a formação profissional, capacitando pessoas ao exercício de certas atividades ou ao domínio de determinadas habilidades, sempre motivadas por questões de mercado. Desde a sua criação, a Educação a Distância (EAD) foram criados diversos programas a fim de democratizar uma educação de qualidade, atendendo principalmente indivíduos distantes dos grandes centros.
                  
                   Sua principal característica é o rompimento com a concepção da “presencialidade” no processo de ensino-aprendizagem. Nesse caso o foco não está mais centrado na figura do professor detentor absoluto do conhecimento e nem no pressuposto de que a aprendizagem só acontece a partir da presença do professor com seu aluno. Sua concepção se fundamenta agora no aluno e nas diversas formas do mesmo buscar conhecimento e de aprender de maneira autônoma e independente.

                  (O Instituto Universal Brasileiro é um dos pioneiros no ensino à distância no Brasil)


          A EAD se desenvolveu junto com os meios de comunicação (correspondência, rádio, televisão, computador), mas ainda assim prevalecia a pedagogia de transmissão unilateral onde era entregue aos alunos “pacotes de conhecimentos inquestionáveis” para serem estudados.

           E isso marcou o processo histórico da Educação a Distância atravessando períodos de preconceitos já que nessa modalidade o centro da aprendizagem estava no aluno acarretando assim o estigma de uma educação de baixa qualidade e ineficiente na formação do individuo.
Atualmente novos desafios são vivenciados na EAD principalmente no que diz respeito ao impacto nas novas tecnologias. 

          Com o impacto de tais tecnologias a figura do professor sofreu um redimensionamento por que devido ao constante acesso as informações disponíveis nas redes virtuais seu papel deixou de ser o de detentor do monopólio do saber e tornou-se co-autor do processo de construção do conhecimento junto aos seus alunos.
     
        Segundo Kenski (2003: p.112), a criação de ambientes virtuais tecnologicamente apropriados para a realização de atividades educacionais precisa ser complementada com ações que tirem as pessoas do isolamento e as encaminhem para atividades em grupo, em que possam atuar de forma colaborativa. Com a colaboração de cada um para a realização de atividades de aprendizagem, formam-se laços e identidades sociais. Assim, criam-se grupos que, além dos conteúdos específicos, aprendem regras e formas de convivência e sociabilidade que persistem no plano virtual e fora dele.


Postado por Nivia Villela

Fontes:

http://www.fe.unb.br/catedraunescoead/areas/menu/publicacoes/livros-de-interesse-na-area-de-tics-na-educacao/introducao-a-educacao-a-distancia

http://www.ipae.com.br/pub/pt/cme/cme_82/index.htm

http://www.histedbr.fae.unicamp.br/acer_histedbr/jornada/jornada7/_GT1%20PDF/O%20PROCESSO%20HIST%D3RICO%20DA%20EDUCA%C7%C3O%20A%20DIST%C2NCIA%20E%20SUAS%20IMPLICA%C7%D5ES.pdf

KENSKI, V. M. Tecnologias e Ensino Presencial e a Distância. Campinas: Papirus, 2003.

Nenhum comentário:

Postar um comentário